15 de maio de 2024

Limite de planos de saúde para psicólogos e fisioterapeutas acaba nesta quarta (3)

A regra vale para todos os planos de saúde regulamentados, contratados após a Lei 9.656/1998, ou adaptados à lei, que tiverem cobertura ambulatorial, ou seja, de consultas e exames.


Por Folhapress Publicado 01/08/2022
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O limite de planos de saúde para psicólogos e fisioterapeutas acaba nesta quarta-feira (3). A nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

A regra vale para todos os planos de saúde regulamentados, contratados após a Lei 9.656/1998. Ou adaptados à lei, que tiverem cobertura ambulatorial, ou seja, de consultas e exames.


A decisão foi tomada no dia 11 de julho em reunião extraordinária da diretoria colegiada da agência. As informações são da Agência Brasil.

ENTENDA O QUE MUDA


“Assim, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias que forem prescritas pelo médico assistente para pacientes com qualquer doença ou condição de saúde listada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Como, por exemplo, o transtorno do espectro autista, a paralisia cerebral, a síndrome de Down, a esquizofrenia“, disse o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello.


De acordo com Rebello, este ano, houve 22 inclusões de procedimentos, entre exames, tratamentos, e medicamentos, no rol de procedimentos obrigatórios da ANS.


Para a coordenadora do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete, essa resolução ocorre após intensa cobrança de diferentes instituições de pacientes e consumidores que já chamavam a atenção para a “abusividade” de limitar o número de consultas com essas categorias.


“Antes, essa lista limitava o número de consultas com esses profissionais a 12 no ano. Se precisasse mais, o consumidor pagava ou acionava a Justiça, que, na maioria dos casos, determinava a cobertura pelo plano de saúde”, disse Ana Carolina.


A especialista lembra que se o plano negar a cobertura ou impuser algum limite a consultas e sessões com as quatro categorias profissionais, o consumidor deve tentar resolver em primeiro lugar com a operadora. “Se isso não resolver, aí deve fazer uma reclamação no Procon do seu estado ou município ou então diretamente na própria ANS”.