04 de julho de 2020

Guia do sexo virtual e masturbação em tempos de quarentena

Especialista destaca os benefícios da masturbação e como se dar bem no sexo pela internet


Por Redacao 019 Agora Publicado 09/06/2020
Guia do sexo virtual e masturbação em tempos de quarentena

Em tempos de isolamento social, a falta de um contato físico, de conhecer pessoas e ter relações sexuais pode desencadear crises de estresse, ansiedade e angústias. Por isso, uma das principais orientações dos especialistas é a de investir no sexo virtual e ter a masturbação como aliada nesse momento. De acordo com o Caderno sobre Saúde Sexual e Reprodutiva, publicado pelo Ministério da Saúde, a masturbação é uma atividade associada ao prazer e à exploração do corpo. É um componente da sexualidade e consiste no toque em áreas que dão prazer ao indivíduo, que incluem os genitais e/ou outras partes do corpo, com a finalidade de obter prazer. Um guia do sexo na quarentena lançado pela prefeitura de Nova York destaca a seguinte frase “neste momento você é o seu parceiro sexual mais seguro”.

De acordo com sexóloga do C-date (www.c-date.com.br), Carla Cecarello, o sexo virtual e a masturbação podem ser os melhores aliados, além de trazer inúmeros benefícios. Entre eles, um melhor conhecimento do corpo e até mesmo fazer com que a pessoa seja mais exigente na cama depois que isso tudo passar porque ela vai entender melhor o que lhe traz prazer. “A masturbação vai ajudar a relaxar, controlar o estresse e a ansiedade. Durante o ato são liberadas endorfina e serotonina, hormônios que ajudam a aliviar a tensão e estão diretamente relacionados com a sensação de prazer e felicidade”, destaca ela.

Os benefícios podem ser tanto físicos como psicológicos. A masturbação vai contribuir para que a pessoa seja mais ousada quando tudo voltar ao normal na relação sexual. A sexóloga destaca ainda que “a masturbação é uma prática muito importante porque auxilia tanto homens como mulheres a desenvolverem melhor suas fantasias sexuais, perceberem melhor suas sensações corporais, bem como identificar partes no corpo com maior ou menos sensibilidade. É uma maneira da pessoa ganhar mais confiança para quando chegar o momento do encontro presencial”, explica Carla Cecarello.

Como fazer sexo virtual?

Pesquisa realizada pela Universidade de Toronto, no Canadá, fez um ranking dos emojis mais utilizados na hora do sexting (compartilhamento de conteúdo erótico por meio de recados, fotos ou vídeos). A “carinha” mais utilizada foi o chamado “sorriso malicioso” (34% das conversas sexuais entre os entrevistados). Piscadela veio em segundo lugar (25%) e beijinhos (22% dos envios). Entre os objetos mais usados pelos internautas estavam a língua (17%), a berinjela (que é muito usada representando um pênis e atingiu 17% dos envios) e as gotinhas (que representam a ejaculação e foram enviadas por 13% dos usuários).

Para quem não tem o hábito de se masturbar, Carla Cecarello, sexóloga do C-date (www.c-date.com.br) ensina os primeiros passos. “Uma forma de começar é deitar na cama, assistir a TV e começar a mexer nos órgãos sexuais. Dar uma puxadinha no pênis, mexer no saco escrotal. Já a mulher pode explorar o em torno da vulva, a vagina, acariciar os seios, mas tudo de uma forma descompromissada. Se fizer isso váras vezes, aos poucos você vai despertar o interesse pela masturbação”, recomenda.

Já para quem nunca se aventurou no sexo virtual e vai aproveitar a quarentena para fazer sexo seguro, ou seja, online, o melhor caminho é usar sites de relacionamento. “Entre sem compromisso, procure uma pessoa com perfil interessante. Comece a trocar conversas que não sejam picantes, vá sem pressa. Identifique-se com o outro, fale das suas preferências. Isso para quem não tem relacionamento fixo. Quem tem, pode tentar mandar mensagens mais picantes, compartilhar com o outro onde está se tocando, enviar uma foto para ver como se sente, até chegar propriamente em vídeos mostrando um ao outro a masturbação”, indica Carla.

No caso de quem tem vergonha de se expor, a especialista indica alguns caminhos. “Você precisa pensar que está aí e a outra pessoa lá, se expondo para você. Só estão vocês dois. Por que ficar com vergonha se o outro está se abrindo também? Ao mesmo tempo, se tem vergonha de se expor num primeiro momento, mostre só do pescoço para baixo, não mostre o rosto. Ao ver o próprio corpo nessa condição a pessoa talvez vá se sentindo melhor”, afirma.   

Masturbação: sexy toys ou mãos? De acordo com a especialista do C-date iniciar a masturbação com ‘brinquedinhos’ não é aconselhável. “Os brinquedos sexuais possuem um ritmo totalmente diferente de uma pessoa. Em tempos de quarentena isso pode ser útil, mas é preciso cuidado quanto às expectativas depois que for para uma relação presencial”, comenta. Carla ressalta que a mulher deve aprender a conviver com as mãos. Dessa forma, ela vai entender que o estímulo pode variar de acordo com o ritmo do momento. “Além disso, não é 100% garantido, mas quem se masturba tem uma chance maior de ter uma libido melhor durante as relações sexuais”, diza sexóloga do C-date.

Onde está o ponto G? Ele está localizado no 2/3 (segundo terço) da vagina. “É como se a pessoa pegasse o canal da vagina, que contém, normalmente, entre 7 e 8 centímetros quando a mulher não está excitada, e dividisse esse tamanho em três partes iguais. Na hora de posicionar o dedo, ela deve colocá-lo no canal vaginal e quando chegar na “segunda metade” da vagina ela faz o movimento de puxar o dedo para frente, encontrado ali o ponto G”, explica Carla Cecarello. A melhor maneira de estimular esse Ponto G é movimentando os dedos na região em que ele está localizado. Porém, a sexóloga lembra que o principal responsável pelo orgasmo da mulher é o clitóris. “É difícil atingir o orgasmo estimulando apenas o Ponto G da mulher, pois ele não é o responsável pelo o orgasmo. O responsável pela obtenção do prazer feminino é o clitóris. O Ponto G ajuda para que a mulher fique excitada, mas não é através dele que se atinge o clímax. Para encontrar o clitóris a mulher precisa conhecer bem o seu corpo”, observa Carla.

Pontos do corpo que a mulher têm mais sensibilidade: Todo o corpo da mulher é considerado uma zona erógena, pois há vários pontos por ele que são sensíveis aos toques. Porém, existem alguns pontos que são os principais, como atrás da orelha, ao longo do pescoço, os seios, a parte interna do braço e das coxas, a virilha e, claro, a própria vagina.

Pontos do corpo que os homens têm mais sensibilidade: Ao contrário das mulheres, o homem tem poucos pontos sensíveis ao longo do corpo. Seus principais pontos de excitação são os mamilos, a virilha interna das coxas e o saco escrotal.

Sexo virtual e casual: o sexo sem compromisso é algo novo principalmente para as mulheres, já que se trata de uma pratica que não há vinculo afetivo. Carla conta que no sexo casual não há sentimentos, existe apenas o sexo pelo prazer. “A mulher não foi educada para isso e, sim, para ter sexo com compromisso e sentimentos. Mas é algo que ela precisa ler e entender que buscar o sexo apenas por prazer é um direito dela e que ela não se tornará uma qualquer só porque vai em busca de algo que faz bem a ela”, explica a sexóloga.

O contato físico pode ficar para depois, mas enquanto isso, os sites de relacionamento podem ser, sim, boas e excelentes alternativas para ajudar a conhecer pessoas de maneira mais profunda, sem pressa, trocar ideias, ter conversas até mesmo que proporcionem prazer com um bate-papo mais íntimo. Opções não faltam. Tem sites para quem quer algo sem compromisso, só para ter uma companhia mesmo, como o C-date (www.cdate.com.br). Ou ainda aqueles específicos, para pessoas com mais experiência de vida, como o Solteiros50 (www.solteiros50.com.br), ou para românticos assumidos que estão em busca de uma cara metade, como o Amor&Classe (www.amoreclasse.com.br).    

Tanto o C-date quanto o Amor&Classe e Solteiro50 criaram uma hashtag específica para o momento (#fiqueemcasanamoreonline). Eles registraram picos de acesso nas últimas semanas, desde que foi exigido o isolamento social. O C-date registrou 52% de aumento no número de acesso, em especial nos horários entre 23h e 02h. Já o Amor&Classe teve um aumento de 46% no período de 16h às 19h. O Solteiros50, por sua vez, identificou 42% a mais de acesso se comparado a períodos anteriores, em especial nos horários entre 14h às 17h.