14 de agosto de 2020

Como encontrar as melhores clínicas de recuperação?

Levantamento da Unifesp aponta que há 8 milhões de brasileiros internados dependentes de maconha, álcool ou cocaína


Por Redacao 019 Agora Publicado 18/07/2020
Como encontrar as melhores clínicas de recuperação?

Segundo a Unifesp, 28 milhões de pessoas têm algum parente dependente químico na família. O levantamento mapeou os usuários em reabilitação que são em média 8 milhões de brasileiros internados que são dependentes de maconha, álcool ou cocaína.

Clínicas de recuperação que aceitam plano de saúde / convênio médico. Muitas dúvidas podem surgir de fato quando o assunto é encontrar uma clínica de recuperação em São Paulo de qualidade e que trabalhe com humanidade e respeito.

Muitos aspectos podem pesar na hora da escolha, sobretudo quando o assunto é a estrutura física. O tempo sugerido para o tratamento de dependência química e alcoolismo é de 6 meses, podendo ser flexibilizado dependendo da disponibilidade de tempo do paciente.

Considera-se 6 meses o período ideal para o processo de recuperação, pois nesse tempo o paciente consegue fazer una desintoxicação física acelerada pela introdução de terapias ocupacionais e atividades físicas. Além disso, é possível inserir o tratamento psicoemocional, ao qual tem como fator principal a reorganização do paciente enquanto indivíduo e no contexto social. Todos os dias, o paciente passará por uma rotina de atividades que contempla um cronograma cuja finalidade é trabalhar comportamentos, pensamentos e atitudes.

Para uma recuperação sólida e segura, é necessário, sobretudo, que haja uma cooperação coletiva entre família, profissionais qualificados e paciente. A dependência química é, sobretudo, uma doença crônica. Dessa forma, precisa de tratamento para o resto da vida.

O PAPEL DE UMA CLÍNICA DE RECUPERAÇÃO 

A clínica de recuperação em São Paulo ou em qualquer lugar do Brasil exerce papel fundamental na facilitação do processo de desintoxicação, conscientização a respeito da doença, identificação de causas raízes e gatilhos. Além de propor uma mudança completa de vida. A ideia é fazer com que o paciente seja incentivado a mudar, pois o uso de drogas e álcool é só a ponta do iceberg. Mudando os hábitos, a chance de solidez é muito maior. O cronograma de atividades em uma clínica de recuperação em São Paulo bem como em todo o mundo tem como princípio a junção de uma série de terapias e reuniões que favorecem o processo de recuperação.

Diariamente o paciente passa por:

– reuniões de sentimentos 

– reuniões de metas

– programação dos doze passos

– programa de prevenção a recaídas 

– terapia ocupacional 

– Laborterapia 

– espiritualidade 

– terapia racional emotiva

– terapia comportamental cognitiva 

– atendimentos periódicos com os profissionais: conselheiros em dependência química, terapeutas, psicólogos, psiquiatras. As refeições estão inclusas nas mensalidades bem como os serviços e atendimentos.

O PROCESSO DE RECUPERAÇÃO

A junção das abordagens cognitivas, comportamentais, bem como o método Minnesota e outras terapias agregadas cumprem papel de facilitação à recuperação. Uma recuperação bem-sucedida requer que o paciente contribua no processo de autoconhecimento, disciplina e mente aberta ajudam na condução desse processo. A ressocialização deve acontecer quando o paciente honestamente se sentir preparado para encarar todas as suas dificuldades. Além de uma ajuda mútua da família, os pacientes precisam cultivar o desejo em se manterem limpos como suas metas de vida. Frequentar a grupos de apoio como os Narcóticos e Alcoólicos anônimos, participar de reuniões e fazer terapia auxiliam no processo de ressocialização. Há dependentes químicos que precisam de um suporte maior mesmo após internação, são os casos dos pacientes que recorrem ao tratamento ambulatorial.

O CAPS AD

É uma ferramenta de suporte do governo que trabalha tratamento e redução de danos para famílias que não têm condições de arcar com um tratamento em regime de internação.

MODALIDADES DE INTERNAÇÃO 

Existem 3 formas de internação para dependentes químicos e alcoólatras:

Internação voluntária (quando o paciente por si só decide buscar por um tratamento):

Quando o paciente consciente dos riscos que o abuso de álcool e drogas pode acarretar busca por esse apoio a internação se torna voluntária  Acontece que nem todos os pacientes têm essa consciência, e, portanto, quando a família percebe que o paciente está colocando em risco.

A sua vida e a dos demais ao seu redor, a lei garante que esses familiares podem então solicitar uma internação involuntária.

A internação involuntária só deve acontecer quando o paciente estiver apresentando risco a ele mesmo e aos demais. Deve ser feita em ambiente devidamente legalizado para esse fim. A clínica tem até 72 horas para informar o Ministério Público sobre a internação involuntária. A lei exige algumas premissas para que essa internação seja feita, como por exemplo, só pode ser solicitada por parentes consanguíneos de primeiro grau.

Existe também a internação compulsória que só deve acontecer via solicitação judicial

INTERNAÇÃO POR MEIO DO PLANO/CONVÊNIO MÉDICO 

A dependência química é uma doença, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde. Uma doença biopsicoemocional, crônica, progressiva e que pode ser fatal.

Por essa razão os planos de saúde devem cobrir esse tratamento.

Clínica de tratamento para o alcoolismo através de seu plano de saúde

O que é o alcoolismo?

O alcoolismo, bem como a dependência química, é considerado pela Organização Mundial de Saúde como uma doença crônica resultante da ingestão abusiva de bebidas alcoólicas. É preciso observar que dependência ao álcool e tolerância são fatores distintos, mas coexistentes. A dependência acontece quando o indivíduo não dispõe mais de forças por si mesmo para interromper ou reduzir a ingestão de bebidas.

Quando se fala de tolerância alcoólica, é sobre a necessidade de ingerir maiores quantidades de álcool para manter o estado de embriaguez que se obtinha com as primeiras doses. Vale lembrar que, embora caminhem juntas, uma pessoa que desenvolve a tolerância ao álcool nem sempre desenvolve a dependência. São vários os fatores orgânicos (genéticos) e ambientais a serem considerados.